Transição alimentar

A alimentação da criança é algo que envolve uma série de cuidados e é um assunto bem delicado, peculiar em cada família. Contudo, com o avanço da ciência e  dos estudos relacionados à nutrição infantil, nos é possível sugerir com segurança algumas diretrizes alimentares visando adequação alimentar.

São conhecidos os benefícios do aleitamento materno até os seis primeiros meses de vida; após esse período já é indicado fazer a introdução da alimentação complementar de forma gradativa.

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que a alimentação complementar pode ser iniciada com a introdução de frutas na forma de papas, sucos naturais sem adição de açúcar. Mais tarde deve ser introduzida a refeição salgada também na forma de papa sem liquidificar ou amassar demais. É recomendado deixar pedaços cada vez maiores para estimular a mastigação correta e o reconhecimento dos sabores separadamente. Benefícios como o desenvolvimento da mandíbula, melhora da articulação entre a mandíbula e o maxilar favorecendo a musculatura facial, estímulo da erupção dos primeiros dentes e o desenvolvimento facilitado da fala podem ser conseguidos com o oferecimento da alimentação na consistência adequada para idade.

A partir dos 12 meses a criança deve ser capaz de iniciar a experimentação da rotina alimentar de sua casa.

Todos os grupos alimentares devem fazer parte do cardápio da criança e o número e tamanho das porções vão aumentando conforme a idade; porém deve-se sempre respeitar o limite de aceitação da criança, permitindo atuação dos mecanismos regulatórios da fome e saciedade.

A rotina tanto de horários das refeições quanto a de oferta dos grupos alimentares deve ser seguida, todavia a rigidez e ansiedades a respeito da alimentação da criança devem ser evitadas.

O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria sugerem que sejam oferecidas, para a criança após o primeiro ano de vida, 3 porções de pães e cereais, 3 porções de verduras e legumes, 3 porções de frutas, 1 porção de leguminosas, 2 porções de carne e ovos, 3 porções de leite e derivados e 2 porções de óleos e gorduras saudáveis para indivíduos sem presença de patologias.

O cardápio da escola tem como objetivo principal contemplar as porções recomendadas pela Sociedade Brasileira de Pediatria em número de porções e foi calculado para ser balanceado respeitando cada etapa do desenvolvimento infantil.

As refeições dos ambientes familiar e escolar devem ser semelhantes e a escolha dos ingredientes cuidadosa, de forma a evitar choques e estranhamentos por parte das crianças. Assim sendo, buscamos parceria e confiança da família nesse sentido.

Sabemos que algumas condições de saúde exigem certas modificações e adaptações no cardápio e a filosofia da escola é atender esses casos, dentro do possível, sem perder o foco do incentivo da refeição coletiva, da convivência harmônica no momento das refeições.

Elizandra Chagas
Nutricionista
THEMAeducando

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