Aniversariantes de Maio – Comemoração em 24/05

A comemoração dos aniversários no Thema é um dos muitos fazeres pedagógicos que temos com nossas crianças. Estas acontecem na última sexta-feira de cada mês, das 9h às 9h30 para as turmas da manhã e das 15h às 15h30 para as turmas da tarde.
É uma comemoração simples, cuja decoração é feita com as crianças. Não é necessário trazer lembrancinhas, convites e presentes.
As próprias crianças confeccionarão um cartão para os aniversariantes do mês.
OS PAIS DOS ANIVERSARIANTES PODERÃO PARTICIPAR DA FESTA, apenas no momento do lanche. Sem dúvida uma data tão especial como esta não pode deixar de ser comemorada.
No BERÇÁRIO, a comemoração funciona num esquema diferenciado e, por isso, pedimos que os pais informem-se diretamente com a professora a respeito.
Confira os aniversariantes deste mês:
aniversariantes maio

THEMAesquentando

avóAvós e mães são ‘experts’ em aquecer: um colo aqui, uma comidinha ali, um agrado acolá…
Vamos aproveitar o mês definido para comemorar a maternidade e estendê-la aqueles que precisam de mais calor humano?

No dia 23 de maio, próxima quinta feira, o Thema abrirá um espaço para as pessoas que souberem ou quiserem aprender a tricotar, cortar, costurar etc. organizarem doações e confeccionarem itens quentinhos para o inverno de uma comunidade carente.

As oficinas acontecerão das 9h00 às 12h30 e das 13h30 às 17h00. Como algumas peças demandam tempo, é possível participar apenas em um horário ou nos dois – pedimos apenas que confirmem a intenção do horário de permanência para que possamos nos organizar.

Pedimos que aqueles que tiverem instrumentos úteis para a oficina (como agulhas de tricô, retalhos de tecidos, novelos de lã, linhas, agulhas, tesouras, máquinas de costura etc.), por favor, tragam para a escola identificados com o nome dos donos e das crianças/alunos.

Essa oficina será um momento de convívio para os adultos. Desta vez, eles não terão contato com as crianças, porém, faremos registros com fotos para contar para elas depois.

As peças produzidas serão doadas para a comunidade da escola EMEFEI Alziro Brandão onde o tio Luiz dá aulas.

Em caso de dúvidas, favor entrar em contato pelo e-mail: mariella@themaeducando.com.br
Contamos com a participação de todos e agradecemos desde já!

Equipe THEMAeducando

*Favor confirmar presença até terça feira – 21/05.

Dicas: Conectando ao Thema

mundoO site da escola está de cara nova!
Aos poucos iremos  atualizando os conteúdos e dando alguns toques finais – vale a pena conferir!

Lá você encontra links para outros canais de comunicação da escola como o blog e nossa fanpage no facebook.

Seguem DICAS para ficar ‘conectado’ ao Thema:

– Blog: Se clicar no botão “SEGUIR” receberá um e-mail no dia em que houverem novas postagens.

– Facebook (THEMAeducando): Se você não tiver perfil no facebook, pode, mesmo assim, visualizar nossa página.
Se tiver perfil, além de curtir a fanpage, no botão “curtir”, selecione “OBTER NOTIFICAÇÕES” para ser avisado na sua página a cada nova postagem feita na página do Thema.
Caso prefira ter acesso rápido à fanpage do Thema, clique em configurações – na seta ao lado da palavra “Mensagem” e selecione “Adicionar à lista de interesses” e “Criar lista”. A fanpage do Thema aparecerá como um item na coluna da esquerda
na sua página de feed de notícias.

Em caso de dúvidas, por favor, entre em contato: themaeducando@themaeducando.com.br

A hora da despedida

foto (3)Nossa vida é cheia de “tchaus”, mas a despedida na entrada da escola de educação infantil pode mobilizar ainda mais algumas crianças e familiares por ser uma das primeiras experiências de distanciamento na forte relação entre criança e ‘cuidador’.

Entretanto, essa relação é forte exatamente por representar a principal referência da criança em termos de segurança.

Isto coloca o adulto numa situação de desafio muito maior do que o proposto à criança, pois é ele o responsável por transmitir confiança.

Sendo assim, não convém esperar que a criança se despeça, que dê o seu “tchau” para tranquilizar os pais ou avós, mas o contrário. Certamente isto acontecerá em algum momento de forma rápida e natural principalmente quando (e quanto antes) ela puder sentir que o adulto se despede com facilidade e segurança, confiante naquilo que está oferecendo à criança.

É certo que a dificuldade que pode ser enfrentada nesse momento de despedida (às vezes vivenciada apenas como uma “enrolação para o tchau”) depende de diversos fatores e não apenas desta postura do adulto, mas quando o adulto toma a iniciativa do “tchau”, além de transmitir segurança e confiança na própria relação e nas relações que serão construídas dento da escola, alivia ou poupa a criança de tal decisão, quando ela já dispensa energia para ‘enfrentar’ outros fatores de adaptação.

Mariella Guerrini e Equipe pedagógica

Trabalhando com Coleções

Na Educação Infantil, o ato de fazer coleções é uma forma lúdica de aprender os números e outros conteúdos e procedimentos matemáticos, ou seja, uma fusão entre prazer e aprendizagem significativa. Para aprender, as crianças precisam brincar com os números, refletir sobre eles e, a partir disso, construir a regularidade e organização do sistema de numeração.

As coleções servem como uma importante ferramenta da professora para apresentar os números às crianças levando-as a raciocínios que envolvam outros conteúdos desta área do conhecimento como a contagem, classificação, resolução de problemas etc. Além disso, dão também oportunidade de desenvolver posturas de trabalho em grupo, organização e manutenção dos objetos, que são procedimentos importantes para a formação das crianças.

Confira as coleções dos grupos em 2013:

Berçário – Variadas (temos em sala)DSC_0145 copy

Professora Vanessa
Maternal 2.1 e 2.2 – Colheres

Professoras Amanda, Melissa e Fátima
G1 – Pedras

Professora Lisiane
G2.1 – Borrachas
G2.3 – Imãs de geladeira

Professora MarianaDSC09923
G2.2 – Canetas
G2.4 – Borrachas

Professora Janaína
G3.1 – Apontadores
G3.3 – Relógios

Professora Mariana
G3.2 – Chaveiros

Professora CibeleIMG_6814
G4.1 – Réguas

Professora Camila
G4.2 – Borrachas

Professora Ariane
1º ano – Lápis

Transição alimentar

A alimentação da criança é algo que envolve uma série de cuidados e é um assunto bem delicado, peculiar em cada família. Contudo, com o avanço da ciência e  dos estudos relacionados à nutrição infantil, nos é possível sugerir com segurança algumas diretrizes alimentares visando adequação alimentar.

São conhecidos os benefícios do aleitamento materno até os seis primeiros meses de vida; após esse período já é indicado fazer a introdução da alimentação complementar de forma gradativa.

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que a alimentação complementar pode ser iniciada com a introdução de frutas na forma de papas, sucos naturais sem adição de açúcar. Mais tarde deve ser introduzida a refeição salgada também na forma de papa sem liquidificar ou amassar demais. É recomendado deixar pedaços cada vez maiores para estimular a mastigação correta e o reconhecimento dos sabores separadamente. Benefícios como o desenvolvimento da mandíbula, melhora da articulação entre a mandíbula e o maxilar favorecendo a musculatura facial, estímulo da erupção dos primeiros dentes e o desenvolvimento facilitado da fala podem ser conseguidos com o oferecimento da alimentação na consistência adequada para idade.

A partir dos 12 meses a criança deve ser capaz de iniciar a experimentação da rotina alimentar de sua casa.

Todos os grupos alimentares devem fazer parte do cardápio da criança e o número e tamanho das porções vão aumentando conforme a idade; porém deve-se sempre respeitar o limite de aceitação da criança, permitindo atuação dos mecanismos regulatórios da fome e saciedade.

A rotina tanto de horários das refeições quanto a de oferta dos grupos alimentares deve ser seguida, todavia a rigidez e ansiedades a respeito da alimentação da criança devem ser evitadas.

O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria sugerem que sejam oferecidas, para a criança após o primeiro ano de vida, 3 porções de pães e cereais, 3 porções de verduras e legumes, 3 porções de frutas, 1 porção de leguminosas, 2 porções de carne e ovos, 3 porções de leite e derivados e 2 porções de óleos e gorduras saudáveis para indivíduos sem presença de patologias.

O cardápio da escola tem como objetivo principal contemplar as porções recomendadas pela Sociedade Brasileira de Pediatria em número de porções e foi calculado para ser balanceado respeitando cada etapa do desenvolvimento infantil.

As refeições dos ambientes familiar e escolar devem ser semelhantes e a escolha dos ingredientes cuidadosa, de forma a evitar choques e estranhamentos por parte das crianças. Assim sendo, buscamos parceria e confiança da família nesse sentido.

Sabemos que algumas condições de saúde exigem certas modificações e adaptações no cardápio e a filosofia da escola é atender esses casos, dentro do possível, sem perder o foco do incentivo da refeição coletiva, da convivência harmônica no momento das refeições.

Elizandra Chagas
Nutricionista
THEMAeducando

Que QUALIDADE é essa que tanto falamos e ouvimos falar?

Muito escutamos falar sobre a qualidade do Thema, que vai de “excelente qualidade” até de “perda de qualidade”.

Assim, perguntamo-nos: o que afinal isso quer dizer?
Buscando por esta resposta, retomamos que a origem da palavra vem do latim qualitatem/ qualitas, ou qualis, que quer dizer “de que natureza”. Sendo assim, qualidade se remete a características e propriedades de uma realidade, no nosso caso escolar.

Mas, o que é ter qualidade?
Será que o que é qualidade numa escola para uma pessoa é a mesma coisa para outra? O que os educadores pensam sobre qualidade? O que os pais pensam sobre qualidade? Será que temos que nos preocupar apenas com essas opiniões? E as crianças? O que é qualidade para elas?

Qualidade é percebida de uma forma individualizada, influenciada diretamente por expectativas e socialmente construída: qualidade de ensino, qualidade de formação, qualidade de espaço, qualidade de profissionais, qualidade de cuidados, qualidade de alimentação, qualidade de higiene, qualidade afetiva, qualidade de atendimento, qualidade de valores, qualidade de equipe. Qual é a mais importante? Quais são os adjetivos dessas qualidades? O que é qualidade hoje será amanhã? Quais qualidades não vislumbramos? Podemos comparar qualidades de ontem e de hoje? Quais indicadores de qualidade temos? Será que somos capazes de ver, não olhar, escutar, não ouvir, comunicar, não falar, com as qualidades do Thema?

Segundo Rubem Alves, o corpo humano é dotado de mecanismos de “controle de qualidade”. Sentimos o cheiro dos alimentos para saber que eles estão bons assim como os animais que não habitam ambientes poluídos. Mas, esses mecanismos valem para a escola? Acreditamos que sim! Uma mãe uma vez me disse que depois de visitar várias escolas, quando chegou ao portão do Thema, sentiu: “Essa é a escola que quero para meu o filho”, veja bem, que QUERO, não a tenho nesse momento, então podemos afirmar que sim, o corpo humano é dotado de mecanismos que controlam a qualidade, no caso de uma escola temos muitos corpos controlando a qualidade, inclusive a própria equipe docente que QUER fazer a diferença para cada uma das crianças que aqui estão. Assim, sentimos os gostos, os sabores, os cheiros, as texturas, os barulhos, do que é qualidade na nossa escola.

A qualidade numa escola está no processo, nas transformações, e não no produto final. O Thema não está pronto, nem nunca estará. Estamos em constante formação, renovação, aprimoramento; somos dinâmicas, contínuas e requisitamos revisões. Ano que vem (2014) o Thema completa 30 anos. Nesse percurso vivemos muitas mudanças: gerações, valores, prioridades, qualidades, vivemos metamorfoses. Entretanto, nunca deixamos de colocar em primeiro lugar a qualidade sob o ponto de vista da criança, uma qualidade de natureza auto-reflexiva, participativa, transacional, plural. Desse modo, saber o que é qualidade e qual a qualidade que, para nós, é prioritária faz com que possamos mantê-la ao longo desse percurso, oferecendo oportunidades para compartilhar, discutir e entender valores, ideias, conhecimentos e experiências, fazer uma gestão de qualidade, numa busca constante de excelência.

Paula Franco
Diretora Pedagógica

ENCONTRO FAMÍLIA-ESCOLA com a equipe de Aulas Extras

conexao 4+ copyDedicaremos uma manhã para o convívio: vamos desenvolver atividades de forma comunitária, entre pais, filhos e escola?!

Será um evento diferente, pois as propostas acontecerão em forma de ‘cortejo’ – ou seja, em um grupo só, todos juntos, faremos uma sequência de atividades, que se conectam uma a outra.


SÁBADO, DIA 11 DE MAIO

DAS 8H30 ÀS 12H30

Favor confirmar presença pelo email: themaeducando@themaeducando.com.br

aulas extras2ATENÇÃO!  Informações importantes:

– Tragam um lanche de casa para fazermos um piquenique comunitário! (cada família traz o que irá consumir – alimentos e bebidas)

– Venham com roupas e calçados confortáveis que deem liberdade para a exploração das ‘sujeiras’ e dos movimentos corporais.

–  Programem-se para o horário como um todo: vamos começar às 8h30, conectar uma atividade em seguida da outra até terminar às 12h30.

Esperamos vocês!
Equipe THEMAeducando

Comer… Andar… Morder… Falar… São fases do desenvolvimento!

“A criança é feita de cem.
A criança tem cem mãos,
cem pensamentos,
cem modos de pensar,
de jogar e de falar…”
Loris Malaguzzi

Na gestação humana passamos por diferentes fases, são noves meses de intenso desenvolvimento e conquistas. Deixamos de ser simplesmente um feto, passamos a nos tornar seres. Não são raras as perguntas para futura mamãe: Como o bebê está? Os exames estão bem? Qual é o sexo? Qual será o nome? Sendo assim, mesmo antes de nascer, a criança já exerce seu papel na sociedade, já está inserida em um núcleo social.

Os questionamentos biológicos neste estágio são os que mais nos preocupam, temos atenção redobrada para que a gestação siga tranquila dentro da normalidade, sem maiores temores. Até que é chegado o momento mais esperado, o encanto do nascimento acontece. Finalmente a criança estará efetivamente no seio de toda sua família e exercerá seu papel social com toda amplitude.

No início aparecem vários desafios para os pais e o bebê, estes são superados um a um, logo surgem outras questões e assim por diante, sempre surgirão desafios e superações. Afinal, o mundo e a aprendizagem são deste modo, uma nova etapa a cada dia.

Se observarmos o desenvolvimento dos pequenos, veremos que desde muito cedo as crianças já apresentam sua individualidade, mesmo vivenciando o desenvolvimento humano que passa por fases já determinadas. O que realmente muda é como cada criança irá vivenciar, explorar e superar cada uma dessas etapas. Sempre lembrando, uma fase superada é significado que logo outra começará ou até mesmo já se iniciou.

Muitos são os momentos de prazer que vivemos juntos com nossas crianças, ficamos extremamente envolvidos com cada uma de suas proezas, queremos viver intensamente estes momentos. Buscamos informações de como poderemos auxiliar em cada fase do desenvolvimento: Como ajudar na alimentação? Poderemos amparar nos primeiros passos? Poderá se machucar? Como agir sem desencorajar as conquistas já realizadas? E, igualmente seguimos meio expectadores, meio atuantes e até inseguros.

Acompanhar a vida de uma criança é um bombardeio de emoções. As crianças estão sempre em busca de novas descobertas e os adultos em busca de oferecer o que há de melhor para seu desenvolvimento, e sem dúvida esta é nossa função. Desde muito pequenas as crianças apresentam a necessidade de explorar os objetos, o ambiente e enfim o mundo que a cerca. É nessa exploração que as crianças percorrem um caminho para uma experiência sensorial e seu desenvolvimento no processo cognitivo. Cabe então a nós adultos proporcionarmos para as crianças um ambiente seguro, para que essa exploração ocorra de maneira significativa, como destaca André Trindade. “Não vale a pena tentar fazer seu filho andar ou falar antes da hora, nem evitar que ele cresça. Tudo tem seu tempo e cabe a nós acompanhar as crianças nessa evolução.” Em meio de uma avalanche de descobertas as crianças ainda bem pequenas precisam adequar seus conhecimentos dentro das expectativas sociais, aprender a interagir consigo mesmas e com o outro. Vamos ressaltar que essa não é uma tarefa fácil, se pensarmos bem muitas vezes, até hoje, passamos por acontecimentos que nos levam à reorganização destes conhecimentos.

A fase da mordida está inserida dentro de todo este contexto, as crianças irão morder primeiramente para explorar os sentidos, para entender a que mundo pertencem, quais as possibilidades que as outras pessoas apresentam a ela e o que ela pode apresentar ao mundo. Com o decorrer desta exploração (mordida) nós adultos damos sentido social para estes atos e, sem intenção, demonstramos nossa atitude para as crianças. Observadoras, as crianças acabam interiorizando esta ação e passam a utilizar também este recurso (mordida) para se comunicarem, já que muitas vezes isso ocorre quando as crianças ainda não possuem a oralidade em sua plenitude. A busca da criança pela comunicação nos permite discorrer sobre a importância da socialização e da interação para o desenvolvimento, neste momento, também em procura de expressar suas vontades e frustrações, a criança cria novo significado para a mordida observando a reação da outra criança e se alcançou o que desejava. Quando estão em contato com outras crianças e adultos, passam a construir novas relações e conhecimento de mundo, avançando em suas percepções e construções.

Portanto, se é nossa função zelar pelas crianças nas mais diferentes fases do seu desenvolvimento, devemos também ter clareza que a FASE DA MORDIDA é realmente uma FASE, até mesmo com conceitos biológicos. Compreender este fato, nos ajuda a achar a melhor maneira de agir e interagir com a situação e com as crianças envolvidas. “Quanto mais nós soubermos acerca dos aspectos herdados da individualidade de uma criança, melhor poderemos conseguir adequar o ambiente às suas necessidades.” Gesell.

No decorrer de alguns fatos encontraremos diversas situações que farão surgir novas dúvidas. Provavelmente perguntaremos: Por que algumas crianças mordem e outras não?

Não teremos a resposta definitiva, mas podemos dizer que realmente é o perfil de cada uma assim como algumas comem bem outras não. Mesmo o aprendizado ocorrendo por meio da imitação, a mordida muitas vezes é uma ação instintiva e tanto a criança que morde como quem é mordido necessitam de ações para resolução. Frequentemente, quem morde está vivendo um conflito interno, ainda não achou outras maneiras de se comunicar, precisa de ajuda e modelo para que possa ampliar o repertório de resolução, para tanto, são necessárias intervenções neste aspecto e uma ação conjunta da família e escola. Não existe fórmula certa, afinal a aprendizagem é uma construção subjetiva, neste sentido, incentivar a fala da criança é o recurso mais potente. Assim, as crianças passam a atribuir significado de respeito mútuo, entendendo a funcionalidade da oralidade utilizando-a como forma de comunicação e, aos poucos, irão se responsabilizando pelos seus atos. Deste modo, as crianças entenderão que usar o recurso da mordida como resolução não é o mais adequado.

Ainda em contraponto existem as crianças que são mordidas, nas entrelinhas estão pontuando que também precisam ter modelos para criarem repertório de defesa, ou até mesmo já perceberam que deste modo tem atenção exclusiva de um adulto ou dos amigos. Precisamos atender as necessidades do momento, mas nós adultos temos que avaliar qual a real situação, tendo o cuidado de não criarmos maiores ansiedades nos envolvidos.

Quando a criança vivencia a fase da mordida (por mais que nos incomode) tem a oportunidade de compreender melhor os modelos de resolução e ampliar seu repertório social. Entender a fase da mordida sem maiores temores ajuda, acima de tudo, as crianças a criarem segurança para se desenvolverem.

Camila Zamian Martini
Apoio no projeto N. P
Profª Grupo 4
Mãe

Bibiografia
GESSEL, Arnold.  A Criança do aos 5 anos. 5º ed. São Paulo. Editora Martins Fontes, 1999.
TRINDADE, André. Gestos de cuidado, gestos de amor. 2º ed.São Paulo. Editora Sumus Editorial, 2007.